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O nosso progresso em matéria de sustentabilidade: um ano depois

Netflix Sustainability Forest

Há um ano, lançámos a nossa primeira iniciativa de compromisso público para com o clima através do programa Neutralidade carbónica + Natureza. Hoje, fazemos um ponto da situação detalhado sobre o nosso progresso no relatório sobre questões ambientais, sociais e de governação de 2021.

Embora o relatório integral exponha as questões científicas e estratégicas em maior profundidade, deixamos aqui cinco pontos-chave:

1. Estamos dentro dos parâmetros definidos para cumprir os nossos objetivos para o clima baseados na ciência. Conseguimos evitar mais de 14 000 toneladas métricas de emissões em 2021, o que nos permitiu reduzir a nossa pegada em termos de emissões diretas e indiretas em mais de 10% em relação aos valores prováveis, caso contrário. Isto significa que estamos no bom caminho para cortar em 46% as nossas emissões diretas e indiretas até 2030, tendo passado recentemente a integrar o grupo dos líderes climáticos que estão a reduzir as emissões no âmbito do programa Exponential Roadmap Initiative. Esta redução resultou da colaboração com os nossos fornecedores de serviços essenciais, proprietários e parceiros de streaming para passar para as energias renováveis, pela adoção de baterias, gasóleo renovável e veículos elétricos nas nossas produções, e pela aquisição de combustível de aviação sustentável. No relatório, o nosso plano de ação para redução das emissões de carbono até 2030 mostra em detalhe como pretendemos atingir os nossos objetivos climáticos.

2. Tal como esperado, a nossa pegada carbónica geral aumentou em 2021 de 1,05 milhões de toneladas métricas de equivalente dióxido de carbono (MtCO2e) em 2020 para 1,54 milhões de MtCO2e em 2021, nas emissões dos âmbitos 1, 2 e 3. Este valor deve-se a um pico nas produções de filmes e séries em 2021, pós-pandemia. Além disso, ainda estamos longe da redução total das nossas emissões, na Netflix e em toda a indústria. É por isso que é essencial encontrar novas formas de cumprir os nossos objetivos de redução.

3. Para atingir os nossos objetivos de redução de emissões, vamos sobretudo descarbonizar as produções de filmes e séries, que constitui a nossa maior fonte de emissões**.** Em 2021, reduzimos o consumo de combustível nas nossas produções em perto de 103 645 litros utilizando mais veículos elétricos nos locais de filmagens e substituindo alguns geradores a gasóleo por baterias elétricas móveis (p. ex., na Temporada 4 de Virgin River), ou por unidades energéticas de hidrogénio verde (p. ex., na Temporada 2 de Bridgerton na imagem abaixo). Este ano, vamos reforçar ainda mais os nossos esforços neste sentido.

Foto do local de filmagens de "Bridgerton". Créditos: GeoPura

4. Investimos em projetos de créditos de carbono de alta qualidade. A natureza estabiliza o clima desde sempre, pelo que proteger a natureza significa também proteger as comunidades mais vulneráveis e a vida selvagem. Avaliamos cuidadosamente o impacto de cada projeto e publicamos no nosso relatório os nossos métodos de avaliação, colocando-os à disposição de terceiros. Resultado: avaliámos 17 projetos num universo de propostas equivalente a mais de 150 milhões de toneladas métricas. Estes projetos não só ajudam o ambiente, como também protegem a biodiversidade, criam empregos e geram oportunidades de aprendizagem para comunidades vulneráveis.

O Vida Manglar Blue Carbon Project (acima), um dos projetos de créditos de carbono no nosso portefólio de 2021, protege os mangais e a biodiversidade das Caraíbas Colombianas. Créditos: ©Daniel Uribe, pelo Instituto de Conservação

5. Os nossos membros adoram histórias sobre sustentabilidade. O sucesso estrondoso de Não Olhem para Cima, o nosso segundo filme mais visto de sempre, confirmou a análise que realizámos no relatório do ano passado: centenas de milhões de famílias escolhem ver histórias focadas na sustentabilidade.

Apesar dos progressos alcançados este ano, ainda temos um longo caminho pela frente. Entretanto, iremos manter-vos a par das novidades e partilharemos convosco o que aprendermos. Por isso, fiquem atentos!

Este artigo foi publicado pela primeira vez a 30 de março de 2022 e atualizado a 7 de março de 2023. Atualizámos a percentagem pretendida para ajustá-la melhor ao nosso objetivo de base científica em relação às emissões de âmbito 1 e 2, bem como para garantir a coerência global do relatório.