Ir direto ao conteúdo

Shonda Rhimes fala sobre representação dentro e fora das telas na temporada 2 de Bridgerton

Shonda Rhimes fala sobre representação dentro e fora das telas na temporada 2 de Bridgerton

Novas caras. Novos romances. Novas intrigas. Lady Whistledown terá muita fofoca para compartilhar com seus fiéis leitores no retorno de Bridgerton para a temporada 2 em 25 de março. No entanto, Shonda Rhimes, produtora executiva, garante que a série seguirá o sucesso da primeira temporada: 

"A nova temporada conta com novidades especiais empolgantes, mas o glamour dos bailes, a beleza do mundo, os penteados e as maquiagens incríveis, tudo o que os fãs esperam da série, continuarão". 

Com produção da Shondaland e criação de Chris Van Dusen, a temporada 2 de Bridgerton é baseada no romance O Visconde que me Amava, de Julia Quinn. O livro conta a história do Lorde Anthony Bridgerton (Jonathan Bailey), visconde e irmão mais velho da família Bridgerton, em sua tentativa de encontrar uma esposa. Com um senso de dever para com o nome da família, a busca de Anthony por uma debutante que atenda aos seus padrões inalcançáveis parece impossível até a chegada de Kate Sharma (Simone Ashley) e a irmã mais nova Edwina (Charithra Chandran) da Índia. 

Enquanto aguardamos ansiosamente pelo retorno da série, Rhimes fala sobre a decisão de desviar do livro na temporada 2 e tornar a família Sharma de origem sul-asiática, destacando a importância da representatividade dentro e fora das telas. 

Quando você se deu conta de que a primeira temporada de Bridgerton havia se tornado um fenômeno global?

Logo depois da estreia, comecei a receber mensagens e emails de pessoas dizendo que haviam assistido à série e gostado muito da história. O número de mensagens e emails foi só aumentando. Foi muito legal.

Considerando o sucesso da primeira temporada, qual foi a abordagem da equipe de criação para a temporada 2?

Nós aprimoramos a forma como a história é contada. Na primeira temporada de Bridgerton, precisamos apresentar todos os personagens. Agora, as pessoas já conhecem o mundo da série, e nosso objetivo é aprofundá-lo, dando uma ideia melhor do que está acontecendo e mostrando como ele realmente funciona. É muito empolgante.

Bridgerton consegue transmitir um mundo muito parecido com o nosso com seu elenco inclusivo. Você pode falar um pouco sobre a decisão de escolher um elenco multicultural e por que isso é importante para a identidade da série?

Isso é tão importante para a identidade da série quanto para as séries e o mundo do entretenimento em geral. Na minha opinião, o fato de não criarmos mundos que reflitam o mundo real e de criarmos sociedades falsas nas quais todas as pessoas têm a mesma característica ou raça é muito forçado. É como um apagamento de identidades. Não queremos apagar ninguém da história, jamais. Na Shondaland, é assim que contamos histórias. Embora seja importante para Bridgerton, também é importante para as histórias retratadas. Ao assistir a séries e filmes, queremos ver pessoas que nos representem.

Qual foi o efeito dessa representação atrás das câmeras?

Na Shondaland, nós garantimos o multiculturalismo também da equipe e de todas as pessoas que trabalham nos bastidores, não só do elenco. Buscamos pessoas de diferentes idades e habilidades, garantindo que o elenco, a equipe e os roteiristas representem o mundo real. Essa representatividade tem um reflexo positivo e resulta em histórias mais autênticas e complexas. A equipe de direção precisa refletir o mundo, com pessoas que tenham diferentes pontos de vistas. Não há nada de errado com o ponto de vista do homem branco, mas é bom ter o ponto de vista de mulheres negras, diretores negros, artistas negros, roteiristas negros. Acreditamos na importância dessa inclusão no nosso mundo.

Você pode falar um pouco mais sobre a decisão de tornar a família Sharma de origem sul-asiática e como essa origem indiana proporciona mais complexidade aos personagens?

A decisão de tornar a família Sharma de origem sul-asiática foi muito simples. Eu queria trazer um mundo o mais tridimensional possível, refletindo também na representação. Não vemos mulheres sul-asiáticas negras representadas na tela de forma autêntica o suficiente. Achei que havia chegado a hora de garantir essa representatividade o máximo possível. 

Essa decisão não foi só minha. Toda a equipe de criação abraçou a ideia desde o início. Com o fato de a família ser de outra cultura, conseguimos inserir isso na história de maneira incrível para aprimorar a ideia de que os valores ingleses dos personagens não são necessariamente os únicos válidos. Isso se reflete, por exemplo, na reação de Kate ao chá inglês, mas é também uma forma de mostrar isso ao mundo. A Netflix tem um público global. Seu público está presente em todas as partes do mundo. Eu quis garantir que as pessoas que assistem a Bridgerton de outros países se sintam representadas. A série com certeza terá algo a ver com você. A humanidade de cada personagem é universal.

A temporada 2 de Bridgerton estreia em 25 de março na Netflix.