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Netflix encomenda filme sobre a lendária seleção de futebol feminino dos EUA de 1999

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Sábado, 10 de julho de 1999. Estádio Rose Bowl em Pasadena, na Califórnia. Mais de 90 mil torcedores sob um sol escaldante – e um recorde de 40 milhões de telespectadores – viram Brandi Chastain, da seleção de futebol feminino dos EUA, desempatar o jogo com um pênalti e derrotar a China na Copa do Mundo de Futebol Feminino. 

Como um amante inveterado de futebol, eu me lembro bem de assistir a esse jogo extraordinário na Union Square. Quando me mudei para Uganda na adolescência, o futebol foi essencial para eu conhecer gente da minha idade (mesmo que as nossas bolas fossem feitas de folhas secas de bananeira). Também foi assim quando saí do meu primeiro emprego em Los Angeles para estudar cinema em Nova York, em 1999. Em meio às filmagens, meus colegas e eu ficávamos do lado de fora dos bares assistindo à Copa do Mundo de Futebol Feminino. Ver a seleção norte-americana jogando me fez esquecer que eu não tinha dinheiro e só me alimentava de sonhos. Aquele time, aquele gol e a reação inesquecível de Brandi Chastain – ela rasgou a camisa e caiu de joelhos, chocada – me fizeram acreditar que eu poderia fazer o que quisesse, e do meu jeito.

Além da vitória histórica, o “gol que abalou o mundo” causou reverberações no esporte que duram até hoje, dominou as manchetes durante todo o verão e transformou Chastain, Julie Foudy, Mia Hamm e toda aquela seleção em exemplos a serem seguidos. E, claro, fez milhões de pessoas se apaixonarem por futebol. Também atraiu mais investimentos e reconhecimento para o futebol feminino em todo o mundo, além de ter ajudado a fundar a primeira liga de futebol feminino profissional da América do Norte. E o mais importante: deu início a grandes debates sobre gênero nos esportes, estimulou a fundação de ligas femininas em todo o mundo e inspirou toda uma geração de meninas a sonhar alto, abrindo caminho para que Alex Morgan, Megan Rapinoe e muitas outras desejassem estar na seleção dos EUA.


Milhões de pessoas ao redor do mundo esperam ansiosamente a volta dos campeonatos de futebol, mas agora é hora de celebrar a seleção de 1999 que conquistou o coração dos torcedores. É com prazer que anunciamos que a Netflix obteve os direitos para fazer um filme baseado no livro de Jere Longman , The Girls of Summer: The US Women’s Soccer Team and How It Changed The World. O foco será a seleção de futebol feminino dos EUA de 1999, a jornada do time até a Copa do Mundo e sua vitória histórica

Também reunimos uma equipe de produção estelar para o filme. Liza Chasin, da 3dot productions (O Destino de Uma Nação, Em Ritmo de Fuga, Simplesmente Amor), produzirá o filme conforme seu acordo de preferência plurianual com a Netflix, juntamente com Hayley Stool, da Ándale Productions, e Ross Greenburg, da Ross Greenburg Productions (Desafio no Gelo), 56 vezes ganhador do Emmy na categoria de esportes. Hayley Stool adquiriu os direitos do livro e das biografias de oito jogadoras da seleção. Margaret Chernin, da 3dot, trabalhará com Chasin no projeto. As produtoras executivas serão Marla Messing, presidente e CEO da Copa Mundial de Futebol Feminino de 1999, Jill Mazursky (David Crosby: Esse é Meu Nome) e Krista Smith.

Mal posso esperar para trabalhar no filme e reviver essa vitória fantástica com os assinantes da Netflix de todo o mundo. Também estou ansioso para ver os jogadores de futebol e atletas de outras modalidades em ação novamente assim que for possível o retorno das partidas. Enquanto isso, a Netflix tem um grande catálogo de séries, filmes e documentários sobre futebol que sem dúvida vão satisfazer os amantes do esporte. Vamos bater uma bolinha?

Tendo Nagenda, vice-presidente da Netflix Films

Títulos sobre futebol na Netflix:

*Disponível somente em alguns países.