Entretenimento
1 de junho de 2026A Netflix passou pelo Rio2C 2026 com uma mensagem clara: apostar em histórias autenticamente brasileiras continua sendo o caminho para conquistar o público global. Além de anunciar cinco novas produções nacionais, o serviço reuniu executivos, criadores e produtores para discutir os rumos do audiovisual. Confira os principais momentos.
1. Quanto mais local, mais universal
O painel de abertura trouxe uma defesa das histórias enraizadas na cultura local. Para Francisco Ramos, vice-presidente de Conteúdo da Netflix para a América Latina, é justamente a autenticidade que permite que uma produção ultrapasse fronteiras.
"Qualquer expressão cultural, e mais ainda a audiovisual, precisa investigar e mergulhar a fundo aquilo que é local e hiper específico. E é isso que a torna universal", afirmou, em conversa mediada pela jornalista Flávia Guerra.
2. Não existe fórmula única para produzir
Como nasce uma parceria entre a Netflix e produtores independentes? Segundo executivos da empresa, a resposta varia de projeto para projeto.
Barbara Adams, líder de Licenciamento da Netflix Brasil, explicou que cada obra é analisada individualmente, levando em conta seu modelo de financiamento e suas necessidades criativas.
O diretor Gabriel Martins citou Vicentina Pede Desculpas, que estreia no segundo semestre, como exemplo dessa relação. Segundo ele, o filme foi desenvolvido com liberdade criativa ao longo de todo o processo. O público também viu pela primeira vez uma imagem da atriz Rejane Faria no papel principal.
3. Os formatos mudam. As emoções ficam
Em um debate sobre as tendências do entretenimento até 2030, Elisabetta Zenatti, vice-presidente de Conteúdo da Netflix Brasil, destacou que formatos e plataformas continuarão evoluindo, mas a conexão emocional seguirá sendo o principal ingrediente de uma boa história.
"A mensagem que gostaria de deixar para os criadores é: vivam o mundo, entendam o Brasil e os brasileiros para poder contar as próprias histórias com coragem e ousadia", afirmou.
4. Esporte além do placar
Futebol, ídolos e grandes conquistas podem atrair atenção, mas não sustentam uma narrativa sozinhos. Essa foi uma das conclusões do painel sobre produções esportivas, que reuniu criadores de projetos como Brasil 70: A Saga do Tri e Ronaldinho Gaúcho e Tetra: Acreditar de Novo.
"Não basta pegar um personagem ou um evento esportivo. É preciso entender qual é a mensagem emocional que aquela situação traz", disse Haná Vaisman, líder de Séries de Ficção da Netflix Brasil.
Elisa Chalfon, líder de Não-Ficção da Netflix Brasil, reforçou a ideia: "A gente sempre se pergunta: qual é a narrativa? Qual o ponto de vista? Qual o ângulo novo que a gente vai contar?"
5. Quando entretenimento e marcas entram na mesma conversa
A relação entre entretenimento, cultura e publicidade também esteve em pauta. Fernanda Guimarães, diretora de Parcerias de Marca da Netflix para a América Latina, e Guilherme Poyares, diretor de Marketing de Guaraná Antarctica, discutiram como grandes histórias criam oportunidades para marcas se conectarem de forma mais natural com o público.
A avaliação dos executivos é que participar de conversas que já mobilizam fãs e comunidades pode gerar mais relevância e engajamento do que campanhas tradicionais.
6. Cinco novas produções brasileiras a caminho
O Rio2C serviu de palco para a apresentação de cinco novos projetos nacionais da Netflix:
MED, primeira série médica brasileira da plataforma;
Os Crentes, especial de comédia criado por roteiristas cristãos;
Um documentário sobre Tamara Klink;
Uma nova série de melodrama dirigida por Rogério Gomes, o Papinha;
Uma comédia sobre casamento aberto criada por Alexandre Machado e dirigida por José Alvarenga Jr.
7. Uma festa para celebrar o audiovisual brasileiro
A programação foi encerrada com uma festa inspirada em Brasil 70: A Saga do Tri, série que retrata a campanha do tricampeonato mundial da seleção brasileira.
O encontro reuniu criadores, roteiristas, diretores, produtores, atores e executivos do setor, em uma celebração da indústria audiovisual nacional.