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7 Destaques da Netflix no Rio2C 2026

Fireside chat com Paco Ramos

A Netflix passou pelo Rio2C 2026 com uma mensagem clara: apostar em histórias autenticamente brasileiras continua sendo o caminho para conquistar o público global. Além de anunciar cinco novas produções nacionais, o serviço reuniu executivos, criadores e produtores para discutir os rumos do audiovisual. Confira os principais momentos.

1. Quanto mais local, mais universal

Flavia Guerra (jornalista) e Francisco Ramos (Vice-presidente de Conteúdo da Netflix na América Latina). Crédito: Marcos Serra Lima/Netflix

O painel de abertura trouxe uma defesa das histórias enraizadas na cultura local. Para Francisco Ramos, vice-presidente de Conteúdo da Netflix para a América Latina, é justamente a autenticidade que permite que uma produção ultrapasse fronteiras.

"Qualquer expressão cultural, e mais ainda a audiovisual, precisa investigar e mergulhar a fundo aquilo que é local e hiper específico. E é isso que a torna universal", afirmou, em conversa mediada pela jornalista Flávia Guerra.

2. Não existe fórmula única para produzir

Da esquerda para a direita: Fabrício Bittar (produtor, Inexplicável), Gabriel Martins (diretor, Vicentina Pede Desculpas), Barbara Adams (Netflix Brasil), Silvia Cruz (distribuidora, O Agente Secreto), Gilberto Toscano (Netflix Brasil). Crédito: Marcos Serra Lima/Netflix

Como nasce uma parceria entre a Netflix e produtores independentes? Segundo executivos da empresa, a resposta varia de projeto para projeto.

Barbara Adams, líder de Licenciamento da Netflix Brasil, explicou que cada obra é analisada individualmente, levando em conta seu modelo de financiamento e suas necessidades criativas.

O diretor Gabriel Martins citou Vicentina Pede Desculpas, que estreia no segundo semestre, como exemplo dessa relação. Segundo ele, o filme foi desenvolvido com liberdade criativa ao longo de todo o processo. O público também viu pela primeira vez uma imagem da atriz Rejane Faria no papel principal.

3. Os formatos mudam. As emoções ficam

Elisabetta Zenatti, Vice-presidente de Conteúdo da Netflix Brasil. Crédito: Marcos Serra Lima/Netflix

Em um debate sobre as tendências do entretenimento até 2030, Elisabetta Zenatti, vice-presidente de Conteúdo da Netflix Brasil, destacou que formatos e plataformas continuarão evoluindo, mas a conexão emocional seguirá sendo o principal ingrediente de uma boa história.

"A mensagem que gostaria de deixar para os criadores é: vivam o mundo, entendam o Brasil e os brasileiros para poder contar as próprias histórias com coragem e ousadia", afirmou.

4. Esporte além do placar

Da esquerda para a direita: Haná Vaisman (Netflix Brasil), Pedro Morelli, Paulo Morelli (diretores, Brasil 70: A Saga do Tri), Domitila Becker (jornalista), Luis Ara (diretor, Ronaldinho Gaúcho e Tetra: Acreditar de Novo), Elisa Chalfon (Netflix Brasil). Crédito: Marcos Serra Lima/Netflix

Futebol, ídolos e grandes conquistas podem atrair atenção, mas não sustentam uma narrativa sozinhos. Essa foi uma das conclusões do painel sobre produções esportivas, que reuniu criadores de projetos como Brasil 70: A Saga do Tri e Ronaldinho Gaúcho e Tetra: Acreditar de Novo.

"Não basta pegar um personagem ou um evento esportivo. É preciso entender qual é a mensagem emocional que aquela situação traz", disse Haná Vaisman, líder de Séries de Ficção da Netflix Brasil.

Elisa Chalfon, líder de Não-Ficção da Netflix Brasil, reforçou a ideia: "A gente sempre se pergunta: qual é a narrativa? Qual o ponto de vista? Qual o ângulo novo que a gente vai contar?"

5. Quando entretenimento e marcas entram na mesma conversa

Da esq. para dir.: Fernanda Guimarães (Netflix Brasil), Luiz Gustavo Pacete (jornalista), Guilherme Poyares (Ambev). Crédito: Marcos Serra Lima/Netflix

A relação entre entretenimento, cultura e publicidade também esteve em pauta. Fernanda Guimarães, diretora de Parcerias de Marca da Netflix para a América Latina, e Guilherme Poyares, diretor de Marketing de Guaraná Antarctica, discutiram como grandes histórias criam oportunidades para marcas se conectarem de forma mais natural com o público.

A avaliação dos executivos é que participar de conversas que já mobilizam fãs e comunidades pode gerar mais relevância e engajamento do que campanhas tradicionais.

6. Cinco novas produções brasileiras a caminho

O Rio2C serviu de palco para a apresentação de cinco novos projetos nacionais da Netflix:

  • MED, primeira série médica brasileira da plataforma;

  • Os Crentes, especial de comédia criado por roteiristas cristãos;

  • Um documentário sobre Tamara Klink;

  • Uma nova série de melodrama dirigida por Rogério Gomes, o Papinha;

  • Uma comédia sobre casamento aberto criada por Alexandre Machado e dirigida por José Alvarenga Jr.

7. Uma festa para celebrar o audiovisual brasileiro

A programação foi encerrada com uma festa inspirada em Brasil 70: A Saga do Tri, série que retrata a campanha do tricampeonato mundial da seleção brasileira.

O encontro reuniu criadores, roteiristas, diretores, produtores, atores e executivos do setor, em uma celebração da indústria audiovisual nacional.