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Conheça os curtas-metragens vencedores da nossa nova iniciativa "Diversidade em série: histórias que merecem ser contadas"

Diversity in Series: Stories That Deserve to Be Told Winners From Colegio San Patricio el Soto

Uma criança nascida no espaço sideral precisa se adaptar à humanidade, um vidente peculiar traz à tona o que há de pior em nós e uma distopia aterrorizante onde todos os seres humanos têm a mesma aparência e falam e agem da mesma maneira.

Essas três sinopses singulares descrevem os projetos premiados na primeira edição de "Diversidade em série: histórias que merecem ser contadas", promovida na Espanha em conjunto com a FAD (Fundação de Ajuda Contra a Dependência de Drogas). Ao longo do último ano letivo, a Netflix e a FAD convidaram mais de 600 estudantes de 12 a 20 anos para participar de workshops educativos que buscavam ajudá-los a refletir sobre a riqueza do mundo ao seu redor em sessões que abordavam educação em diversidade, habilidades de comunicação, trabalho colaborativo e treinamento em audiovisual. Depois, cada estudante desenvolveria um roteiro para um curta-metragem sobre o tema principal do projeto: diversidade, especificamente diversidade cultural, igualdade de gênero ou diversidade intergeracional. 

O objetivo da iniciativa era despertar as ambições artísticas de jovens estudantes. Apresentando a indústria audiovisual desde cedo, esperamos abrir caminho para um futuro mais diverso, tolerante e igualitário no setor.

Os roteiros premiados foram escolhidos por um júri multidisciplinar integrado por profissionais da FAD, Netflix e CIMA (Associación de Mujeres Cineastas y de Medios Audiovisuales) e da área da educação, composto por Verónica Fernández, diretora de conteúdo da Netflix na Espanha; Elísabet Benavent, autora e criadora; Cristina Andreu, presidente da CIMA; Beatriz Martín Padura, CEO da FAD; e José Luis Amo, professor do Colegio Gredos San Diego Las Suertes em Madri e especialista em diversidade.

"Foi uma experiência muito legal e divertida, que vamos guardar para sempre", disseram Paula Neco e Juan Steban Ospina, de 16 e 17 anos, do IES Renacimiento, roteiristas de Con los pies en la Tierra (Down to earth way, em inglês).

"Aprendemos a importância, dedicação e o esforço necessários para uma filmagem", contaram Alejandra Godoy Prieto e Sara Sáez López, de 14 anos, do Colegio San Patricio el Soto, roteiristas de El Bucle (The Loop, em inglês).

"Cada um de nós é um pequeno mundo, diferente, único, irrepetível. Cada pessoa tem o direito de ser ela mesma. De ser e deixar os outros serem também", como é dito em La bola mágica (The magic ball, em inglês), um curta criado por Alba Esteban, Lucía Marchado, Irene Bruna, Inés Martín e Andrea Polo, de 14 anos, do IES Luís García Berlanga. 

Os curtas foram exibidos e homenageados em um Festival de Curtas-metragens com a presença de alunos e professores representando os grupos escolares premiados e presidido pela segunda vice-presidente e ministra da Economia e Transformação Digital da Espanha, Nadia Calviño.

O evento também contou com a presença de jurados, como Elísabet Benavent, Cristina Andreu e Beatriz Martín Padura, e representantes da Netflix e da FAD, como o vice-presidente de conteúdo original da Netflix na Espanha e Portugal, Diego Ávalos, e o presidente da FAD, Ignacio Bayón.

"Temos que ouvir à juventude, meninos e meninas. Podemos orientar e oferecer ferramentas, mas são muito mais avançados do que imaginamos, vivem em um mundo mais diverso. Por isso este projeto é tão importante", disse Cristina Andreu na cerimônia de premiação. "As novas gerações às vezes são tratadas com certa condescendência e, no entanto, já incorporaram muitas noções que são difíceis para nós. Têm muito a nos dizer quando se trata de encontrar um futuro melhor", completou Elísabet Benavent. 

A iniciativa "Diversidade em série: histórias que merecem ser contadas" terá uma segunda edição no ano letivo de 2021-2022, quando estudantes de 14 a 20 anos de toda a Espanha poderão participar.