Entretenimento
8 de março de 2022Minha História. Bridgerton. Ali Wong: Mulheres No Topo. Ninguém Pode Saber. Naomi Osaka: Estrela do Tênis. Ataque dos Cães. Na Netflix, as histórias lideradas por mulheres são multifacetadas. Temos títulos para todos os gostos: desde dramas empoderadores e documentários instigantes até comédias hilárias.
É isso que simboliza nossa nova coleção A história é delas, com criação de arte de Twisha Patni. Com temas como "Mulheres fazendo história", "Mulheres incríveis", "Humoristas mulheres" e "Filmes dirigidos por mulheres", essa coleção foi criada para celebrar as diversas facetas dos talentos e pontos fortes das mulheres. "A história é delas" ficará disponível durante todo o mês de março, a partir de hoje, Dia Internacional da Mulher. No entanto, as séries, os filmes e os especiais destacados representam nosso trabalho constante em encontrar, desenvolver e compartilhar uma ampla variedade de histórias sobre mulheres e criadas por elas, e ainda há muita história a ser contada.
Para entender melhor o impacto de histórias lideradas por mulheres, conversamos com a vice-presidente de desenvolvimento de séries da Netflix, Jinny Howe, que desempenha um papel fundamental no trabalho com criadoras para ajudar a Netflix a desenvolver essas histórias para o público global.
Seu trabalho envolve ouvir as histórias de criadores. O que você busca na hora de tomar uma decisão e qual é a importância de manter um equilíbrio na representação feminina?
As histórias mais envolventes normalmente são uma reflexão sincera do momento em que vivemos e da sociedade atual. Portanto, é importante representar o ponto de vista feminino para refletir todo o escopo dessas histórias. As mulheres querem ser vistas e falar sobre suas ambições, seus desejos e suas necessidades, e merecem que isso seja refletido nas telas. Fico extremamente feliz em trazer novas perspectivas para histórias já contadas, como em The Crown, Inacreditável e Nada Ortodoxa. Também vemos novas criadoras dando voz a histórias inéditas incríveis, como Boneca Russa, de Natasha Lyonne. A forma como mantemos essas histórias atuais e relevantes tanto para o público quanto para a Netflix é revolucionária.
Criadoras e histórias de mulheres não são algo novo. Na sua opinião, por que o reconhecimento da contribuição feminina no entretenimento demorou tanto para acontecer?
Recentemente, trabalhei em uma série ambientada na década de 1970 que mostra que o empoderamento das mulheres é algo recente. Vimos uma mudança na sociedade com a revelação das mulheres como heroínas e provedoras multifacetadas, e no mundo do entretenimento com histórias empoderadoras criadas por mulheres e baseadas em suas histórias. Bridgerton é um ótimo exemplo disso. Ficamos surpresos com a forma como o mundo abraçou uma série que poderia ter sido facilmente desprezada, como normalmente ocorre com títulos do gênero de romance. Também estou ansiosa pela série The Partner Track, que será lançada no segundo semestre de 2022 com Arden Cho no elenco. Inspirada no livro de Helen Wan, que conta a história de uma mulher que tenta obter sucesso em um mundo de negócios dominado por homens.
Por que você acredita que não só o público feminino como o público em geral gosta desses tipos de história?
Sempre digo que uma boa história é uma boa história e ponto final. O público quer se ver representado na tela e se sentir conectado emocionalmente com os personagens. É inspiradora a forma como todos os tipos de público têm gostado de narrativas femininas complexas, como a de Alex, de MAID. Quer você se relacione de alguma forma com a vida e a jornada da personagem ou não, do ponto de vista humano, nós nos identificamos com as dificuldades enfrentadas por ela e a forma como ela supera tudo isso de forma tão real.
De que forma você acredita que sua carreira tenha sido moldada pelas mulheres que passaram pela sua vida?
Tenho muita sorte de ter sido cercada por tantas mulheres incríveis e inspiradoras na minha vida e carreira. Minha mãe, uma mulher extremamente corajosa, me ensinou a não ter medo de usar a minha voz e a nunca me diminuir perante outras pessoas. Sempre busco essa energia nos meus parceiros e líderes criativos, e tive a sorte de poder encontrar isso em Bela Bajaria, nossa diretora de séries mundiais, e em criadoras como Molly Smith Metzler (MAID) e Debora Cahn (The Diplomat), as quais conheci no início da minha carreira, quando elas também estavam começando.
Quais são seus conselhos para mulheres que queiram começar a trabalhar na área de entretenimento?
Tenha ousadia e coragem. Sua voz é importante. Este é o melhor momento para as mulheres na área de entretenimento. Em nossas parcerias criativas, temos uma incrível variedade de contadoras de histórias e criadoras, desde grandes nomes como Shonda Rhimes, Jenji Kohan e Regina King, até estrelas como Jennifer Lopez, Halle Berry, Jennifer Garner e Megan Thee Stallion, além de novas vozes, como Kalinda Vazquez, Georgia Lee, Regina Hicks e Leah Fong. Estamos apenas começando!
