Impacto social
28 de abril de 2023Ouça a versão em áudio deste artigo abaixo.
A inclusão é um trabalho coletivo. Para que a Netflix seja mais inclusiva para todas as pessoas que fazem parte da empresa, todos nós precisamos participar, trabalhar juntos e desenvolver nossas “lentes da inclusão”. E isso é difícil, porque conversar sobre equidade e diversidade pode ser um pouco incômodo. Muita gente ainda tem medo de dizer ou fazer algo errado, e esse desconforto é comum até mesmo para pessoas como eu, que trabalho com inclusão praticamente desde o início da minha carreira. Mas, como as pessoas mais ativas nessa questão já aprenderam, o importante é a forma como a competência de inclusão é construída, passando da sensibilização à ação para agilizar o impacto.
Como mencionamos no primeiro relatório de inclusão — Plantando as sementes — aumentar a representatividade é um primeiro passo importante, mas é apenas uma parte da jornada, porque se as pessoas não sentem que também são incluídas e valorizadas na organização, elas acabam saindo. No geral, a Netflix avançou bastante nos últimos anos. Se tivesse que avaliar a empresa, diria que estamos progredindo bem e que temos que continuar crescendo nesse aspecto, já que sempre há mais trabalho a fazer.
Gênero (Global)1: compondo 49,6% da nossa força de trabalho, as mulheres continuam sendo o grupo de identidade de gênero com maior representatividade na Netflix, mesmo com uma leve diminuição em relação a 2021, quando chegavam a 51,7%. A liderança feminina (direção ou cargos superiores) se manteve estável em 51,4% (em comparação com 51,2% em 2021). Homens e outras identidades de gênero2 continuaram em 45% e 1,3% respectivamente, como em 2021.
Raça/Etnia (EUA)3: mais da metade da nossa força de trabalho nos EUA (52,9%) é composta por pessoas de uma ou mais raças ou etnias historicamente excluídas (asiática, negra, hispânica ou latina, do Oriente Médio ou norte da África, indígena ou das ilhas do Pacífico4. Esse número indica um leve aumento em relação aos 52,3% de 2021.
O número de funcionários que se identificam como asiáticos representa 27% da nossa força de trabalho nos EUA, um aumento em relação aos 25,8% de 2021. Já na liderança (direção ou cargos superiores), são 18,4%, indicando uma leve diminuição em relação aos 18,6% de 2021.
O número de funcionários negros representa 10,7% da nossa força de trabalho nos EUA, menos que os 11,7% de 2021. Na liderança (direção ou cargos superiores), são 12,9%, indicando também uma redução em relação aos 13,6% de 2021.
O número de funcionários hispânicos ou latinos representa 11,3% da nossa força de trabalho nos EUA, mantendo-se relativamente igual ao ano anterior (11,2%). Na liderança (direção ou cargos superiores), são 7,3%, indicando um aumento em relação aos 6,8% de 2021.
Liderança sênior: entre as 23 pessoas que faziam parte da nossa equipe de liderança sênior em 2022, dez (43,5%) eram mulheres e oito (34,8%) se identificavam como de uma ou mais raças e/ou etnias historicamente excluídas.
Melhorias mundo afora: no ano passado, desenvolvemos e aprofundamos nosso trabalho de inclusão, criando programas locais em diversos idiomas, como francês, italiano, alemão e espanhol. Também adicionamos equipes no mundo todo, incluindo líderes em países como Índia, Japão, Singapura, México e Brasil.
Entre os nossos líderes globais, mais de 600 participaram de workshops em pequenos grupos sobre liderança inclusiva. Esses workshops garantem que muito mais colegas se conscientizem sobre os comportamentos inclusivos necessários para criar e manter um ambiente em que todas as pessoas possam trabalhar da melhor forma possível.
Atualmente, temos 18 grupos de recursos de funcionários (ERGs) com 84 divisões no mundo todo, incluindo as mais novas em Manila, Berlim, Mumbai, Madri e Sydney. Os ERGs apoiam e enriquecem nossas comunidades, nossos aliados e a empresa como um todo.
Embora alguns países e regiões estejam apenas começando suas jornadas de inclusão, já estamos na fase em que podemos passar da sensibilização à ação. Nossas lideranças devem trabalhar de forma consistente com o propósito de criar ambientes inclusivos para suas equipes e oportunidades de crescimento equitativas para que todas as pessoas que trabalham na empresa possam crescer.
Aprimoramento da nossa cultura de inclusão e pertencimento: em 2022, reformulamos recursos para nossas equipes de recrutamento, incorporando práticas de contratação inclusivas em tudo o que fazemos. Também estamos trabalhando com a equipe de RH para integrar as lentes da inclusão e equidade em todos os nossos sistemas e práticas, incluindo remuneração, integração, feedback, crescimento e desenvolvimento.
Continuamos oferecendo benefícios inclusivos, como licença parental igualitária e apoio às pessoas das nossas equipes na formação de família, seja qual for seu estado civil, gênero ou orientação sexual. Também fizemos aprimoramentos em áreas como assistência de saúde a pessoas transgênero, saúde mental e neurodiversidade, além de oferecer suporte às pessoas que dependem de cuidadores através de um programa que dá acesso a redes de cuidadores qualificados em vários escritórios pelo mundo.
Nos EUA, aumentamos o número de universidades e faculdades voltadas a estudantes de origem hispânica (HSI na sigla em inglês) ou afrodescendentes (HBCU na sigla em inglês) e outras minorias (MSI na sigla em inglês) representadas no Pathways Bootcamp. O grupo do ano passado é o mais diverso da história do programa. Além disso, reformulamos o currículo para que os estudantes e recém-formados estejam mais preparados para estágios e outras oportunidades na Netflix.
Nosso programa de diversidade de fornecedores também cresceu. Em 2022, gastamos cerca de 700 milhões de dólares com fornecedores de comunidades pouco representadas, um aumento de 9% em relação ao ano anterior. Muitas das nossas equipes tomaram medidas concretas para eliminar barreiras sistêmicas, montar uma rede de fornecedores diversa e criar um impacto positivo nas respectivas funções. Além disso, continuamos aumentando nosso investimento em bancos e outras instituições financeiras lideradas por pessoas negras, chegando a 2% do nosso caixa e investimentos em curto prazo (em 31 de dezembro de 2022, o total era de 106 milhões de dólares investidos).
Maior representatividade nas telas e por trás das câmeras: dois anos atrás, a Netflix fechou uma parceria com a Dra. Stacy L. Smith e a Iniciativa de Inclusão da USC Annenberg para analisar várias métricas de inclusão (por exemplo, gênero, raça/etnia, LGBTQIA+, deficiência) em nossos filmes e séries produzidos nos EUA. Recentemente, publicamos os novos resultados, examinando filmes e séries Netflix produzidos nos EUA em 2020 e 2021. De um ano para o outro, a melhoria foi notável para mulheres e grupos étnicos e raciais pouco representados.
Após a publicação do estudo inicial, estabelecemos o Fundo Netflix para Criatividade Inclusiva, com o objetivo de abrir caminhos para profissionais de comunidades pouco representadas no mundo todo, investindo 100 milhões de dólares em cinco anos. Em apenas dois anos, já investimos 29 milhões de dólares em mais de 100 programas, além de firmar parceria com mais de 80 organizações em mais de 35 países.
Nossa missão é entreter o mundo e, para isso, precisamos ter o maior nível possível de colaboração e inovação, dois resultados comprovados dos ambientes de trabalho diversos, inclusivos e equitativos. É claro que ainda temos um longo caminho pela frente nessa jornada. O objetivo é que todas as pessoas continuem crescendo e assumindo a responsabilidade de promover um ambiente de trabalho inclusivo, em que todos possam prosperar.
Em 2021, fizemos mudanças nos nossos métodos de coleta de dados, de forma que os funcionários possam se identificar com várias identidades de gênero e raças (por exemplo, pessoa negra e asiática em vez de "duas ou mais raças"). Com esse método, contamos as pessoas multirraciais ou com mais de uma identidade de gênero como pertencentes a todas as categorias com as quais se identificam. Isso significa que alguns funcionários são representados em mais de uma categoria. Essa metodologia faz com que a representatividade total possa chegar a mais de 100%.
Essa mudança foi feita para representar melhor as experiências das nossas equipes. As alterações na coleta de dados foram feitas em 2021, mas os dados da última atualização sobre inclusão de 2021 foram relatados usando a metodologia anterior, que contava todos os funcionários multirraciais na categoria "duas ou mais raças".
Na atualização deste ano, os dados de 2022 são contados de acordo com o novo método de coleta de dados. Por isso, para poder compartilhar nosso progresso de forma precisa e significativa, comparamos os dados de 2022 com os dados de 2021 que empregavam os mesmos métodos. Os resultados publicados anteriormente terão diferenças devido a essas mudanças na metodologia de coleta de dados, e incluiremos essa informação nas atualizações publicadas anteriormente.
1 Com base em uma população de aproximadamente 9.500 funcionários. Devido a legislações regionais, não coletamos dados sobre gênero em todas as regiões. 4% dos 9.500 funcionários não quiseram divulgar sua identidade de gênero.
2 A Netflix reconhece que o gênero não é binário, portanto, os funcionários podem se identificar com outras categorias além de homem ou mulher.
3 Nos EUA, onde coletamos e informamos dados sobre raça e etnia, tínhamos aproximadamente 7 mil funcionários. Os resultados publicados anteriormente serão diferentes, pois o método de coleta de dados mudou. Agora, os funcionários podem compartilhar mais de uma identidade (por exemplo, pessoa negra e asiática em vez de "multirracial"). Com essa alteração, as porcentagens podem chegar a mais de 100%.
4 As categorias de autoidentificação de raça e etnia usadas pela Netflix se baseiam nos requisitos federais de registro dos Estados Unidos.
